quarta-feira, 7 de junho de 2006

e para não te esqueceres de mim, assino.

não tenho bem a noção mas a música parecia andar para cima e para baixo, talvez fosse do trompete, soprar com mais ou menos vigor, faz rodar o botão do volume da aparelhagem, e depois eu também não estava assim com tanta atenção ao que nos rodeava, só pensava se estaria a falar o suficientemente alto para me ouvires sempre sem qualquer esforço.

da luz, parecia estarmos iluminados para uma peça de teatro, um foco sobre a nossa mesa e, ou eram os meus olhos frágeis, ou todo o restante bar estaria às escuras, perdemo-nos a falar de coisas que guardamos dentro de nós e nem vimos as horas, esquecemo-nos até dos copos vazios e umas bolachas salgadas em forma de peixinhos foi eu que as comi porque me tinha esquecido de jantar támbém.

há certamente um encanto muito peculiar nestes encontros, quando duas pessoas se sentam a uma mesa limpa de um bar e desatam a falar de tudo como se houvesse uma ansiedade de nos conhecermos bem e sermos muito amigos um do outro. há certamente um encanto que terá a ver com os nossos olhos, os nossos ouvidos, o nosso nariz, os nossos dedos e a nossa língua. há certamente um encanto nesta forma de dizer de novo eu volto.

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