segunda-feira, 3 de abril de 2006

é só seguir os traços, os sinais.


de onde eu estava só se via assim metade uma parte da canção que eu imaginava por completo na minha cabeça mas dava para ver bem, muito bem até, os dedos de unhas pintadas e o corpo era eu que completava com lápis de cor na minha cabeça, de onde eu estava só se via assim metade, tudo o resto uma folha em branco para preencher limites e deslimitações, era isso que eu fazia na minha cabeça uma vez mais, de onde eu estava, do sítio onde eu estava.
tudo o resto era música e música a entrar na minha cabeça, de onde eu estava que era uma espécie de lugar onde tudo nasce, só se via assim metade uma parte da canção que imaginava por completo com duas pernas dois braços e um sorriso de fazer tremer emoções, era assim que eu imaginava, dentro da minha cabeça, tudo o resto era música e música a entrar na minha cabeça, tudo o resto desenhado a lápis de cor, por mim, que não a reconheceria se me aparecesse cara a cara.
tudo o resto era a outra metade daquela metade, outra parte da parte da canção que imaginava por completo na minha cabeça, como se pode imaginar com lápis de cor e danças muitas outras, mas dava para ver, de certeza, os dedos de unhas pintadas, uma certeza de manicure pela manhã, naquela mão bem branca e macia, pelo menos de onde eu estava, onde só se via metade uma parte da canção que eu imaginava na minha cabeça, lápis de cor a pintar no papel, a folha em branco.

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